Quarta, 19 de Setembro de 2012 às 10:12

Comissão da Verdade formaliza criação do Grupo de Trabalho sobre a Operação Condor

GT contará com a colaboração do jornalista Luiz Cláudio Cunha, autor de livro sobre o tema

Foi aprovada pela Comissão Nacional da Verdade, na reunião do último dia 17 de setembro, Resolução que cria Grupo de Trabalho voltado para a Operação Condor, o qual contará com a colaboração do jornalista Luiz Cláudio Cunha.

Luiz Cláudio Cunha é jornalista especializado na análise das graves violações de direitos humanos, praticadas sistematicamente pelas ditaduras civil-militares implantadas nos países do extremo sul do continente, inclusive o Brasil.

Cunha será consultor da Comissão Nacional da Verdade. Autor do livro "Operação Condor: O Sequestro dos Uruguaios – Uma Reportagem dos Tempos da Ditadura" e artigos sobre as ditaduras do Cone Sul e a Operação Condor, Cunha foi testemunha ocular, em novembro de 1978, do sequestro dos uruguaios Lilian Celiberti e Universindo Rodríguez Díaz, em Porto Alegre.  A obra jornalística de Cunha já recebeu os prêmios Jabuti, Vladimir Herzog e Casa de Las Americas.

Agraciado em maio de 2011 pela Universidade de Brasília (UnB) com o inédito título de 'Notório Saber em Jornalismo', Cunha é reconhecido por especialistas e entidades de direitos humanos por seu engajamento no debate sobre terrorismo de Estado e, especificamente, as ações ainda encobertas da Operação Condor.

Atualmente assessor político do Senador Pedro Simon, Cunha manterá integralmente seus vínculos e atividades no respectivo gabinete e colaborará com o Grupo de Trabalho da Comissão Nacional da Verdade na condição de consultor, prestando serviço público relevante, não remunerado.

"A CNV expressa, aqui, o seu sincero agradecimento ao Senador Pedro Simon pela cessão do consultor, que passa a reforçar a equipe que trabalha na recuperação da memória e da verdade sobre os abusos e violências praticadas no regime de arbítrio", afirmou a advogada Rosa Cardoso, membro da Comissão e responsável pelo GT da Operação Condor.

"Com esse gesto, o Senador Pedro Simon reafirma, uma vez mais, sua coerência com a trajetória das lutas que protagonizou na resistência parlamentar à ditadura imposta em 1964, atuando como líder da Oposição no sul do país. Luta que prosseguiu na marcha com Teotônio Vilela pela anistia aos presos políticos e na articulação com Ulysses Guimarães pelas Diretas-Já, no permanente exercício republicano de sua longa vida política", afirmou Rosa Cardoso.


Comissão Nacional da Verdade
Assessoria de Comunicação
Mais informações à imprensa: Marcelo Oliveira
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